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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

do corpo feminino cerceado ( mata atlântica/imigrantes)

da série do corpo feminino cerceado, de casa sonhando com a mata atlântica, descendo a serra do mar e indo de encontro com meus passarinhos. bordado #2

do corpo feminino cerceado ( do gosto ou a natureza da língua)



Postei fora de ordem, mas desta série ' o corpo feminino cerceado' o bordado #3.detalhe bordado feito a mão

Delírio


 Delírio nasce de um rabisco antigo e que de certa maneira vem de um incomodo a respeito das aparências que queremos e que não podemos. Muito do que se quer, tem mais a ver com um ideal das mídias e a gente pode até pretender muitas personas, mas dentro desse mundo real, essa metamorfose que alguns artistas criam na expressão e que nos seduz, não no cotidiano, gera frustrações por expectativas irreais e milionárias. A indústria da beleza é um campo de lutas sobre nossos corpos. Tudo muito óbvio, tudo muito capaz de nos adoecer. 

do corpo feminino cerceado ( banho de cachoeira)

Banho de cachoeira

Da tetralogia que começa com o bordado Socorro, um bordado de cachoeira para levar e lavar as coisas ruins que esse país anda vendo e ouvindo. 
Da série do corpo feminino cerceado bordado #4

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

do corpo feminino cerceado (socorrooo)

 Um Estado antidemocrático, é um Estado punitivo, vigilante de nossas liberdades individuais, vigiam nossos corpos, decidem por nós como, quando, o quê.
Da série, do corpo feminino cerceado: bordado #1



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Senhores não lhes devo obediência


Que momento delicado esse em que estamos vivendo. Como podemos pensar em trocar a democracia pelo fascismo?
Há tensão no ar.
Esse desenho faz parte da minha série "Derrelição", que estava trabalhando como no original,  mas abri possibilidades por causa do nosso período político e eleitoral, domingo teremos eleições presidenciais e outros cargos de grande relevância para nossos próximos quatro anos.
Que o Brasil se lembre de suas cores, e que estas não se restringem ao verde e amarelo. Somos coloridos demais para o mundo que se apresenta ao som em tentativa de marcha fúnebre.






sexta-feira, 30 de março de 2018

o ano tem 525.600 minutos

E a gente vai entendo cedo que lugar ocupar.
1985, a notícia que corria na rua onde morava é que havia uma moça morta, movida mais por curiosidade do que morbidez, fui até lá ver. Fui muitas vezes enquanto não ensacavam o cadáver. Era um assobradado de fundos, haviam desistido de terminá-lo, abandonado, paredes escuras. No que supostamente seria o quarto dos fundos, uma janela para o quinta lá embaixo. O desenho da casa se parecia com a minha. A nossa sala estava no mesmo nível da rua, havia um quintal embaixo da casa. O quarto com horizonte, hoje, passados quase 35 anos já não posso me lembrar. Talvez ali não havia um horizonte a ser lembrado...nem para nós, nem para ela.
Ela estava nua sobre uma grama alta, com as pernas de lado, parecia dormir, essa imagem ficou por muito tempo no meu inconsciente, foi voltando devagar. Hoje é uma memória bem triste, infelizmente não sabemos nada sobre aquela moça com belo corpo que repousava sobre o mato alto. Eu já a imaginei muitas vezes caminhando pela rua, não consigo pensar no agressor, só penso na liberdade que ela tinha. Tinha?
Segundo o anuário Brasileiro de Segurança Pública, apenas 30% ou 35% dos casos de estupro são notificados , estima-se que no Brasil aconteça um estupro por minuto.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A sereia e o mergulhador

Essa sereia foi uma encomenda que fiz há alguns meses para a querida Natália da minha cidade Natal, porque em Oz, também tem sereias e ruivas.
Para quem quiser ver os trabalhos atualizados, entra no meu instagram.

Acepipes de Lourenço